No acumulado deste ano, elevação foi de 3,61%, informaram lojistas.
A taxa de inadimplência subiu 8,21% em maio, na comparação com o mesmo mês do ano anterior, informou nesta quinta-feira (9) a Confederação
Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) em conjunto com o Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil). Trata-se do quarto mês seguido de
elevação na taxa. Nos cinco primeiros meses deste ano, a inadimplência avançou 3,61%.
Para o presidente da CNDL, Roque Pellizzaro Junior, o crescimento da inadimplência não é bom. "Acendeu não mais a luz amarela, mas a luz
laranja. A gente sobe um patamar no alerta. A ideia é passar esse alerta e fazermos com que o comércio analise com mais critério na hora de
conceder o crédito. Isso é muito bom para o consumidor", disse ele.
Explicação
Segundo os representantes dos lojistas, o principal fator que contribuiu para o crescimento da inadimplência aumento da taxa básica de juros da
economia brasileira, que já cresceu 1,5 ponto percentual em 2011, para 12,25% ao ano. "A falta de critérios para o uso do crédito acaba por elevar
os índices de inadimplência", acrescentaram a CNDL e o SPC/Brasil.
"A elevação dos juros começa a afetar de forma mais negativa do que positiva. Já tinha se mostrado que, em 12% ao ano, já tinha registrado o
efeito de gerar uma barreira para o crescimento da inflação. E, agora [que a taxa subiu para 12,25% ao ano], pode começar a comprometer
investimentos. Foi uma elevação desnecessária", disse Pellizzaro, observando que os índices divulgados nesta quinta-feira já mostram deflação.
Consultas
A CNDL e o SPC Brasil informaram também que o número de consultas realizadas subiu 7,76% em maio deste ano, contra o mesmo mês de 2010.
"O aumento no número de consultas vem acompanhando o incremento de vendas em virtude do aquecimento do mercado de trabalho",
informaram as entidades. De janeiro a maio, as consultas subiram 4,12%. Também foi registrado em maio um aumento de 7,36% no cancelamento
de registros de inadimplência, também frente a maio do ano passado.
A CNDL lembra que sua base de dados incorpora os grandes e pequenos varejistas, mas não inclui as operações com cartões de crédito. As
transações com cartões de crédito absorvem cerca de 20% do volume total de operações, segundo estimativas da entidade.
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